Carbono Neutro

Floresta Amazônica, biO2 expedition 2018 vídeo: Ricardo Ortiz

Por que na Amazônia?

Segundo Instituto Chico Mendes (ICMBio), a Floresta Amazônica é hoje o maior bioma do mundo, abrangendo nove países da América do Sul como o Brasil, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana Francesa e Suriname. São cerca de 40 mil espécies de plantas, 300 espécies de mamíferos, 1,3 mil espécies de aves, que habitam em 4,196.943 km² de florestas densas e abertas e nada menos do que 60% de todo esse bioma se encontra no território brasileiro.

De acordo com o editorial da revista Science Advances publicado em 2018, o desmatamento da Amazônia está prestes a atingir um limite irreversível. Já são quase 20% de suas áreas desmatadas – e que se chegar a 25% causará uma mudança drástica na vegetação e no clima não só local, mas de diversas cidades do Brasil e dos países da América do Sul.

Área de desmatamento para agropecuária – Floresta Amazônica, biO2 expedition 2018 foto: Ricardo Ortiz

Isso acontecerá porque a Amazônia é responsável por liberar uma quantidade enorme de vapor d’água para atmosfera que é transportada pela corrente de ar e que promove as chuvas em outras regiões do país e do continente sul americano, garantindo a sobrevivência da fauna e da flora, que se não for protegida, se afetarão junto com as paisagens que tornarão mais degradadas, com vegetação rala, esparsa e, então, com baixa biodiversidade.

Muito se fala, pouco se avança. A biO2 tem comprometimento sincero com a Amazônia e independente da situação ser muito maior e mais complicada do que as nossas possibilidades em ajudar, temos como prioridade jamais desistir. Quando se pensa com o coração, os limites são apenas detalhes.

Por isso…

A biO2 buscou unir a neutralização de todo o carbono emitido nas expedições com a diminuição da pressão de área da Floresta Amazônica, riquíssima em biodiversidade e que sofre negativamente com os impactos antrópicos.

Tudo aquilo que a gente faz em algum momento emite gases de efeito estufa para a atmosfera. Pensando nisso, foi adotado o Programa de Neutralização de Carbono através do programa do IDESAM que COMPENSA a quantidade de CO2 emitido por nós através do PLANTIO de um número necessário de árvores para fazer a compensação, uma vez que estas retiram CO2 da atmosfera ao longo do seu desenvolvimento.

A plantação das árvores acontece na Reserva Ecológica do Uatumã, região Norte do Amazonas em um modelo de Sistemas Agroflorestais, ou seja, combinação de diferentes espécies arbóreas frutíferas e/ou madeireiras nas áreas já degradadas da floresta.

A plantação é de árvores nativas como o Cacau, a Copaíba, Andiroba, Pau Rosa, Açaí e outros. Então, além da restauração e plantação de espécies nativas do bioma para conservação da floresta, acaba sendo um sistema alternativo de renda para as comunidades ribeirinhas.

Muda de açaí – Floresta Amazônica, biO2 expedition 2018 foto: Ricardo Ortiz

A compensação de carbono não é imediata e a captação de CO2 pelas árvores acontece ao longo de seu desenvolvimento de vida e principalmente nos seus primeiros 20 anos.

Relato – Inspeção Amazônia

Em abril de 2018 a equipe biO2 expedition visitou a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã (RDS) para inspecionar e vivenciar o plantio das árvores nativas no bioma Amazônia. A bióloga Maysa Santoro e o film maker Ricardo Ortiz passaram três dias na reserva visitando as diferentes comunidades associadas ao programa Carbono Neutro (PCN) IDESAM.

Uma das comunidades visitadas foi a do Sistema Agroflorestal 01, onde foram plantadas parte das árvores correspondentes da primeira edição da biO2 expedition, que emitiu 8,4 toneladas de carbono equivalente (tCO2 eq). Das 28 árvores calculadas para compensação, 19 foram plantadas nessa área. Durante a visita, a equipe plantou nessa região mais duas árvores de Açaí.

Sistema agroflorestal 01 – Floresta Amazônica, biO2 expedition 2018foto: Ricardo Ortiz

Não se planta todas as árvores em uma mesma comunidade, o objetivo é fazer uma distribuição de renda para todas as famílias ribeirinhas associadas ao PCN IDESAM e assim reflorestar o bioma em todas as regiões de necessidade da reserva ecológica.

Outra comunidade visitada foi do Sistema Agroflorestal 13, onde foram plantadas as árvores correspondentes da segunda e terceira edição da biO2expedition, que juntas foram responsáveis por emitir 28,2 tCO2eq, totalizando 93 árvores plantadas para compensação.

A equipe ainda visitou o Sistema Agroflorestal 18 e plantou duas árvores de Andiroba (Carapa guianensis), árvore nativa, cuja extração se faz a partir da semente para uso do óleo com propriedade fitoterápica principalmente anti-inflamatória. Os locais usam também como cosmético e repelente natural.
Com esse programa, a biO2 busca a união entre a preservação ambiental das árvores plantadas (tantos as frutas quanto os óleos e ainda a própria madeira) com a perspectiva de futuro para subsistência familiar e ainda comércio local e proximidades.

Importante destacar que é sim possível ter uma fonte de renda sem agredir o meio ambiente, pelo contrário, trabalhando efetivamente para a sua conservação!

Devido a importância da preservação da Floresta Amazônia para bom funcionamento do ecossistema local, de outras cidades do país e outros países da América do Sul, a doção do PCN IDESAM é uma iniciativa fortemente aliada à mitigação de impactos negativos ao meio ambiente e servindo como exemplo de que é possível preservar e cuidar da natureza ao mesmo tempo que é possível construir uma perspectiva de futuro através de fonte de renda gerada pelas plantações.

Moral

Respeito à floresta que é de todos, principalmente para as gerações futuras. Satisfazer as necessidades presentes sem comprometer as gerações futuras de suprir as suas próprias necessidades, isso é SUSTENTABILIDADE.
Um dever social e ambiental que precisa ser praticado por todos nós.

Produtos biO2

Floresta Amazônica, biO2 expedition 2018 foto: Ricardo Ortiz

Levamos para a Inspeção Carbono Neutro, barras e shakes biO2 Protein sabor açaí com banana e cacau e maca peruana que compuseram perfeitamente ao cenário de origem das árvores nativas, como Cacau e Açaí, na Floresta Amazônica. Essas árvores inclusive fazem parte do programa PCN IDESAM em que as comunidades plantam mudas das respectivas espécies para reflorestamento do bioma.